2009 January

January 2009


Tomei um susto hoje… mudando de canais de manhã, passo pelo “Bom Dia Brasil” e dou de cara com meu jogo?!?

Não entendi nada, esperei passar a reprise na Globonews… uma reportagem sobre “o que fazer com as crianças durante as férias” – e uma das sugestões mostradas foi levar as crianças ao SESC Pompéia, onde o Snail Racers está sendo demonstrado!

Muito legal ver a repórter entrevistando duas crianças, perguntando “Quem está vencendo?” e a resposta dos garotos (que estão jogando o modo multiplayer local):

“Antes era ele, agora sou eu, e quando acaba, a gente começa de novo!”

E olha que o jogo nem está terminado… :)

Se der, eu depois coloco um videozinho online, aqui ou no site da ICON Games, se o tempo e o youtube permitirem :P

Parece que a “marolinha” fez mais uma vítima… ou ao menos, empurrou ela pra frente.

Quando estive no SBGames, em Novembro em Minas, vi a palestra alardeando o BRGames, novo concurso do Governo Federal para financiamento de jogos, com cifras maiores que seus antecessores (os mal-falados JogosBR) e ainda com a promessa de levar os demos assim como seus desenvolvedores para um evento no exterior, na esperança de “vender o peixe” para alguma distribuidora internacional.

Só um detalhe: na palestra foi dito que o edital sairia em Dezembro… já estamos na segunda semana de Janeiro, e nem uma nota no site do Ministério da Cultura…

Agora, o que mais me espanta é o fato deles nitidamente e abertamente terem assumido a posição (na palestra ao menos) de investir em empresas para exportar jogos; investir no desenvolvimento de empresas que visam o mercado interno, ou no mercado interno em si, não está nos planos do governo, nem em um futuro próximo, nem em um futuro distante. Só de mudar o nome do concurso de JogosBR para BRGames é um indicativo dessa política… e talvez também uma tentativa de se afastar do fracasso das edições anteriores (afinal, o que aconteceu com os demos desenvolvidos? Quantos deles realmente viraram jogos completos?)

Fica difícil querer acabar com a pirataria no mercado, se o único incentivo às empresas é exportar jogos… jogos esses que acabam “voltando” importados, e saindo muito mais caros se fossem distribuídos no mercado interno, diretamente.

Não que eu seja totalmente contra a investir no mercado externo – afinal o mercado interno praticamente inexiste – mas investir apenas no mercado interno, sem nenhuma ação para estimular o interno, ainda mais agora em tempos de crise mundial, me parece um erro.

Espero que esteja errado… e continuo esperando o BRGames :)

É, a EGM americana dançou. Realmente é um acontecimento, a revista com mais de 20 anos de estrada, já vinha mal das pernas após perder terreno para a Internet e, com a crise internacional, foi pro brejo.

Pelos relatos que se encontram na internet, a versão nacional da mesma, a EGM Brasil, por enquanto não corre o mesmo risco – mas deve ser um tanto quanto complicado manter a versão brazuca, quando a “matriz” foi pro brejo…

A grande verdade é que todas as publicações impressas, ao menos nos EUA, estão passando por dificuldades, pois as pessoas vão atrás da informação online, gratuitamente, ao invés de pagar pela mesma, impressa, geralmente desatualizada, contendo apenas a visão dos jornalistas (que diferença faz os comentários dos usuários em um site!).

Aqui na terra brasilis ainda não passamos por isso, nem iremos passar por um bom tempo: ainda temos muitas regiões sem acesso as edições impressas, muito menos com acesso a internet, menor ainda com acesso a banda larga. Mas um dia tudo isso chega, e aí, passaremos pela mesma situação… tomara que até lá os “gringos” já tenham descoberto alguma solução para o problema, para nós (mais uma vez) copiarmos :P