Parece que a “marolinha” fez mais uma vítima… ou ao menos, empurrou ela pra frente.

Quando estive no SBGames, em Novembro em Minas, vi a palestra alardeando o BRGames, novo concurso do Governo Federal para financiamento de jogos, com cifras maiores que seus antecessores (os mal-falados JogosBR) e ainda com a promessa de levar os demos assim como seus desenvolvedores para um evento no exterior, na esperança de “vender o peixe” para alguma distribuidora internacional.

Só um detalhe: na palestra foi dito que o edital sairia em Dezembro… já estamos na segunda semana de Janeiro, e nem uma nota no site do Ministério da Cultura…

Agora, o que mais me espanta é o fato deles nitidamente e abertamente terem assumido a posição (na palestra ao menos) de investir em empresas para exportar jogos; investir no desenvolvimento de empresas que visam o mercado interno, ou no mercado interno em si, não está nos planos do governo, nem em um futuro próximo, nem em um futuro distante. Só de mudar o nome do concurso de JogosBR para BRGames é um indicativo dessa política… e talvez também uma tentativa de se afastar do fracasso das edições anteriores (afinal, o que aconteceu com os demos desenvolvidos? Quantos deles realmente viraram jogos completos?)

Fica difícil querer acabar com a pirataria no mercado, se o único incentivo às empresas é exportar jogos… jogos esses que acabam “voltando” importados, e saindo muito mais caros se fossem distribuídos no mercado interno, diretamente.

Não que eu seja totalmente contra a investir no mercado externo – afinal o mercado interno praticamente inexiste – mas investir apenas no mercado interno, sem nenhuma ação para estimular o interno, ainda mais agora em tempos de crise mundial, me parece um erro.

Espero que esteja errado… e continuo esperando o BRGames :)