Quem não viu:
http://jogos.uol.com.br/pc/ultnot/2010/08/23/ult182u8472.jhtm
Uma entrevista com Cesar Barbado, um dos criadores do MMO Erínia – a reportagem é quase um “Post Mortem” do jogo. Ponto para o UOL, por correr atrás e conseguir essa entrevista!
Eu até hoje não esqueço, quando vi palestra dos 3 sócios, antes do Erinia ter sido lançado, o Barbado dizendo que “vendeu o apartamento onde morava para fazer o jogo”… minha espinha gelou quando ouvi isso.
Acho um erro, nessa entrevista, ele culpar “o momento errado do mercado” em que o jogo foi lançado, ou a “falta de marketing”. Pô – Erinia chegou a ter propaganda na TV Bandeirantes, nada menos do que no intervalo de um (extinto, alguém lembra o nome? ) programa sobre video-games!
Eu, que não estive envolvido em nada no projeto, só me lembro de gente que reclamava que os “bugs” do jogo não eram resolvidos, que não tinham novas ‘quests’, que eles não atendiam os pedidos dos usuários…
E lembro de outro lance na palestra: que eles tinham escrito o servidor todo em Java no Windows – e palavras deles – acreditando na “portabilidade” do Java, para depois rodar o servidor em Linux quando a demanda pelo jogo aumentasse. E tiveram que re-escrever tudo (não lembro se em C ou em Java mesmo) para que funcionasse no Linux. Nessas horas eu dou graças aos céus pelo BlitzMax

O jogo Erínia
Mas tem dados interessantes: o Erinia teve “pico” de 600 usuários. Muito pouco para se manter os custos de um MMO, mas de longe um ‘userbase’ a se ignorar.
Outro ponto interessante, é que aparentemente eles tomaram calote da empresa Alemã que iria publicar o Erínia por lá… catando um pouco, achei a tal empresa: “gamigo” – quem quer a prova dos 9, tá aqui. (É bom anotar isso, para evitar, ou pelo menos tomar muito cuidado ao se lidar com esta empresa!)
E o mais importante: a Ignis Games começou na incubadora da TecPar – o jogo teve recursos do BNDES, BID (!), Fapesp, Sebrae, investidores “particulares”, além do tal apartamento… para ver como todo dinheiro do mundo, não faz um jogo de sucesso :p~
Eu achei o artigo bem interessante… mas o título, é mais uma “pancada” no combalido mercado nacional =(