Jogos


Salvo para não perder mais :)

Quando eu falo que esse país ainda tem que avançar muito, que os “desenvolvedores” acham que a realidade é bem diferente do que se tem no dia a dia…

Matéria do UOL Jogos: “Fim das caixinhas? Comprar jogos via download é barato e rápido”

A matéria tem o tom usual: tudo vai virar download e as caixinhas estão mortas e enterradas. Mas no final da matéria, tem um quadro para votar o que os usuários preferem e advinhem só?

65% preferem jogo em caixinha.

Logo abaixo tem uns poucos comentários: gente que prefere ter o produto em mãos, gente que diz não ter internet rápida o suficiente para baixar o jogo, etc.

Só para exemplificar, esta semana eu baixei para testar o agora gratuito “DC Universe Online” – um download de apenas 16 GB! E detalhe: depois de tudo baixado e instalado, no dia seguinte o jogo baixou uma atualização de 900 e tantos Mb… Haja banda larga para aguentar isso!

É o que eu digo: ainda falta muita infra-estrutura e até mesmo cultura no país para se abandonar o modelo físico. Tem muita gente que sequer tem acesso a internet! Por isso, não adianta divulgar apenas online… o mercado consumidor é bem mais amplo, e a experiência do Zeebo ao menos serviu para constatar isso.

Nada contra o modelo de venda por download: eu mesmo vendo nesse esquema; mas a verdade é que a “caixinha” ainda tem uma boa sobrevida por aqui.

Um adendo ao texto deste post: conversando sobre o assunto, acabei encontrando informações que corroboram minha tese:

  • 40% dos lares brasileiros possuem computador, ou seja, 60% da população não tem computador em casa!
  • 31% dos lares brasileiros possuem internet, ou seja, 9% da população que tem computador não tem internet – baseado no último censo, que diz que o Brasil tem 191 milhões de habitantes, 9% = 17 milhões de pessoas que possuem computador, e não possuem acesso a internet!

E nem sequer se leva em conta que a grande maioria aqui no país que tem internet, acessa em velocidade de 1Mb ou menos…

…dizer que a distribuição física “morreu”, num país com esses números, só se for piada de mal gosto :P

Depois nem os desenvolvedores, nem a Nintendo entendem o porquê o Wiiware não decola…
Fui comprar (pela segunda vez) um Wiiware: Rage of the Gladiator


Rage of the Gladiator

O jogo, que eu testei pela versão demo, é bem legal – e vale os $10 pedidos. A idéia é que você está numa arena, lutando contra monstros. O jogo é em 1ª pessoa (mas não é FPS) e você usa o nunchuck para desviar dos golpes do inimigo, e o wiimote para atacá-lo com seu martelo (balançando o Wiimote como se fosse um golpe). Bem legal. Porém… depois de comprar os créditos, e comprar o jogo – começou a dor de cabeça.

Tentei diversas vezes baixá-lo, e sempre retornava um erro no meio do caminho – ‘error 204038′ – erro este que significava nada mais, nada menos do que problemas nos servidores da Nintendo, que estavam sobrecarregados!

Ora – se Wiiware é justamente ‘jogo barato’ para ser comprado ‘por impulso’ – imagina a minha frustração (e de qualquer um) ao comprar o jogo, e tentar por 2 horas baixar o mesmo sem conseguir!




Até que eu (acho) entendi que a figura do Mario que aparece durante o download, deve indicar de qual servidor se está baixando o arquivo. O Mario ‘pequeno’ e o que ‘atira bolas de fogo’ não conseguiam chegar sequer na metade do download.



(a imagem está tão ruim quanto o download…)

Resolvi então baixar outra coisa, uma atualização para o ‘Nintendo channel’ – e para minha surpresa, quando apareceu um Mario de macacão VERDE o download veio numa velocidade decente, e consegui baixar.

Voltei então para tentar baixar o jogo – e após insistir diversas vezes sem conseguir (sempre com o Mario ‘pequeno’ e da ‘bola de fogo’), me aparece um Mario com bigode e cabelos verdes… e finalmente, quase 3 horas depois, consigo efetuar o download e baixar o jogo completo.

Dessa forma, fica muito, mas muito difícil o Wiiware ‘vender’; eu mesmo já vou pensar 2x antes de tentar comprar alguma outra coisa… e assim o estigma de ‘somente jogos da Nintendo vendem – os jogos de terceiros ficam a ver navio’ vai continuar por muito, mas muito tempo :P

Quem não viu:

http://jogos.uol.com.br/pc/ultnot/2010/08/23/ult182u8472.jhtm

Uma entrevista com Cesar Barbado, um dos criadores do MMO Erínia – a reportagem é quase um “Post Mortem” do jogo. Ponto para o UOL, por correr atrás e conseguir essa entrevista!

Eu até hoje não esqueço, quando vi palestra dos 3 sócios, antes do Erinia ter sido lançado, o Barbado dizendo que “vendeu o apartamento onde morava para fazer o jogo”… minha espinha gelou quando ouvi isso.

Acho um erro, nessa entrevista, ele culpar “o momento errado do mercado” em que o jogo foi lançado, ou a “falta de marketing”. Pô – Erinia chegou a ter propaganda na TV Bandeirantes, nada menos do que no intervalo de um (extinto, alguém lembra o nome? ;) ) programa sobre video-games!

Eu, que não estive envolvido em nada no projeto, só me lembro de gente que reclamava que os “bugs” do jogo não eram resolvidos, que não tinham novas ‘quests’, que eles não atendiam os pedidos dos usuários…

E lembro de outro lance na palestra: que eles tinham escrito o servidor todo em Java no Windows – e palavras deles – acreditando na “portabilidade” do Java, para depois rodar o servidor em Linux quando a demanda pelo jogo aumentasse. E tiveram que re-escrever tudo (não lembro se em C ou em Java mesmo) para que funcionasse no Linux. Nessas horas eu dou graças aos céus pelo BlitzMax :)


O jogo Erínia
O jogo Erínia

Mas tem dados interessantes: o Erinia teve “pico” de 600 usuários. Muito pouco para se manter os custos de um MMO, mas de longe um ‘userbase’ a se ignorar.

Outro ponto interessante, é que aparentemente eles tomaram calote da empresa Alemã que iria publicar o Erínia por lá… catando um pouco, achei a tal empresa: “gamigo” – quem quer a prova dos 9, tá aqui. (É bom anotar isso, para evitar, ou pelo menos tomar muito cuidado ao se lidar com esta empresa!)

E o mais importante: a Ignis Games começou na incubadora da TecPar – o jogo teve recursos do BNDES, BID (!), Fapesp, Sebrae, investidores “particulares”, além do tal apartamento… para ver como todo dinheiro do mundo, não faz um jogo de sucesso :p~

Eu achei o artigo bem interessante… mas o título, é mais uma “pancada” no combalido mercado nacional =(

Tomei um susto ontem. Dei uma passada na Casa e Vídeo e aproveitei para dar uma olhada no Zeebo. Já estava apreensivo depois de ver alguns vídeos no youtube, mas fiquei chocado com o que vi.

Não posso falar de todos os jogos, pois só testei o Need 4 Speed. Menos de 5 minutos, e não precisei nem disso para ver a furada que é o console.

A qualidade gráfica dele é UM LIXO.

Eu já esperava por algo limitado, mas chutaram o balde. Não sei, fiquei com a impressão que existe algum problema na saída de vídeo do Zeebo, a qualidade da imagem era muito, mas muito ruim.

Além de pouquíssimos polígonos (até aí, morreu o Neves…), todas as texturas pareciam ser JPEGs em baixissima resolução (altamente granuladas e “blocky”), e o pior de tudo: a lentidão do jogo é acachapante.

A precariedade começa logo no tempo de carga do jogo. Para um jogo que está gravado na memória interna do console, demora horrores para carregar. Levando em conta que o jogo não tem mais do que 20mb, tem algo muito errado nessa história…

No jogo própriamente dito, o velocímetro mostrava que eu estava a mais de 100 Km/hora. Entretando, devido ao baixo FPS, parecia que estava a 20 km/h ou menos.

E falando no framerate baixo, o controle do carro (por essa mesma causa) estava péssimo. Um toque no controle e eu estava do outro lado da pista, quase batendo na mureta. Eu desconfiei disso ao ver os vídeos no youtube, mas quis “sentir” ao vivo para ter certeza.

Ao que parece, o jogo roda com um frameskip brabo, pois a movimentação é toda travada, não tem nada suave na tela.

Eu queria fazer jogo para o Zeebo, mas depois de ver ele “ao vivo e a cores”, perdi qualquer motivação que poderia ter.

Sinceramente, o Zeebo *perde feio* para o PS1! Qualquer um com 1/2 neurônio vê que ele não guenta jogos em 3D… deveriam ter focado em coisa 2D mesmo, teria bem mais sucesso.

Honestamente, mesmo que o preço dele caia para R$299,00, eu não compro, porque simplesmente não vale. A conclusão que tirei na loja é que era melhor nem ter stand demonstrando o console, provavelmente a Tectoy venderia mais “na surpresa”, do que com o “mico” que está pagando nessas demonstrações.

Junta tudo isso que na mesma Casa e Video o PS2 é vendido ao lado do Zeebo pelo mesmo preço parcelado (a vista tem até desconto maior e sai mais barato!!!), eu não consigo ver um futuro minimamente positivo para ele.

Uma pena, porque a idéia inicial era (e ainda é) genial. Mas o hardware põe tudo a perder. Só espero que isso não venha a queimar ainda mais o mercado nacional, porque aí vai ser catástrofe total :P

Ou será que só eu que fiquei com essa impressão tão ruim assim do Zeebo?

(Desculpem-me aqueles que lêem esse blog – se é que alguém lê – e não sabe nada de inglês…)

On June 29, the guys from EmulateMii – the Wii64Team (emu_kidid, sepp256, tehpola) – released a new beta version of WiiSX, a Playstation 1 emulator for the Nintendo Wii.

This amazing emulator can run several games (I found a small compatibility list here) but had one major let down – at least for me: It only supported Gamecube controllers.

It’s open source, so I decided to try my hand at changing it to support the Classic Controller… and I succeeded! I only changed the Joy1 though. It seems to be running fine, but I don’t have much PSX games (or space on my SD card) to test it. Also, I made the “home” button to go back to the HBC.

Also, I didn’t add support to the Wiimote for one simple reason: the wiimote doesn’t have enough buttons to complete emulate a PSX pad!

Since I got permission from the authors to publish this hack, I’m making it available right here:


binary download
source download

(just the files changed from the original)



Be aware that I’m not the author of this emulator – neither I intend to be – I know nothing about PSX emulation or writing Homebrew code for the Wii – I just investigated a bit, and got it working.

If you find any problem with the Classic Controller, let me know, the comments are open ;)

UPDATE: For those complaining about my version being slower, it wasn’t totally my fault ;)

The Wii makefile had “debug mode” enabled (-DSHOW_DEBUG), so I now disabled it and recompiled. Also, I optimized a little bit the routine that read input (reading “WPAD_ButtonsHeld(0)” only once) and compiled the source with -O3, instead with the default -O2.

At least on Silent Hill (the game I’m testing) I could see a good speed boost :)
The download links remain the same. Cheers!

Assistam esse video:
Novo acessório para XBOX 360

Tem que dar o braço a torcer, a Microsoft é F#%@!!!

Quem ler (e alguém lê essa budega? hehehe) pode não gostar do que vou escrever abaixo, mas é a pura verdade. Eu estou cansado de ir em sites de “gamedev” brasileiros, e dar de cara com trocentos projetos em “gamemaker”, “mugen”, “rpg maker”, “bor”, “3d gamestudio”, “fps maker”, etc – cada um com cara mais amadora que o outro, e na grande maioria, usando personagens de desenhos (tipicamente Naruto, DBZ e outros Animes) o que só piora a sensação de “amadorismo” da coisa.

Esses programas podem até servir como diversão, como uma brincadeira (eu mesmo já brinquei muito com mugen, criando cenários e personagens) – mas não passa disso, honestamente. A grande maioria dos publishers, se você mencionar o 3DGS, recusa seu jogo, sem sequer saber como ele é (Sim, eu ouvi isso da boca de um publisher!)

Quem tem qualquer esperança de fazer um jogo que “vai vender”, melhor esquecer esses programas. Com sorte, com o 3D GameStudio o cara até pode conseguir alguma coisa… mas tem que ser muito bom, e vai perder muito tempo (mais do que deveria se usasse um outro engine) para conseguir um resultado aceitável.

Quem quer aprender a programar – a grande maioria desses “makers” envolve ZERO de programação, ou então apenas o uso de alguns scripts… longe de qualquer coisa que seja usada em produtos comerciais.

Quem é artista e quer contribuir com um projeto para “ganhar atenção do mercado”, ou mesmo ter algo para incluir em seu portfolio, melhor contribuir com um projeto que possa ser levado a sério.

Quer um exemplo? Eu estou procurando por um artista para meu próximo jogo, conheço alguns brasileiros muito talentosos que fazem personagens de MUGEN – mas não contrataria nenhum deles, pois em MUGEN, o que se faz é editar um sprite em cima de outros, praticamente nada é feito do zero. E qual empresa pode se dar ao luxo de usar gráficos “ripados” de outros jogos? O mesmo se aplica ao RPG Maker, e a trocentos jogos com modelos “encontrados na net”.

A melhor coisa, se você quer desenvolver um jogo: pegue uma linguagem de programação – qualquer uma – e aprenda a programar nela. Pegue um engine 3D – e aprenda a utilizá-lo. Veja se o engine se adequa ao jogo que você quer criar (as vezes o suporte a algum tipo de tecnologia pode fazer uma enorme diferença no visual ou até mesmo na jogabilidade) – e comece a desenvolver, mesmo que seja um protótipo “tosco”, com programmer-art ou o que quer que seja.

Mas por favor, vamos parar com essa mania de “vou desenvolver o mega-hiper-ultra-jogo nunca feito antes, com efeitos mais alucinantes do mundo… e vai ser feito no auto-game-tabajara-brainless-creator 5.7 release 3!”

E não seria nada mal se os “portais” brasileiros filtrassem seus conteúdos, capando tudo feito nesses “game makers”, ou pelo menos, deixando passar apenas aqueles com excelente nível técnico, e que não infrinja copyright alheio. Admito que aí a quantidade de material novo sendo postado no site ia decrescer e muito, mas pelo menos teria-se uma qualidade mínima nos projetos.

É preciso acabar com a impressão que se tem nesse país que jogo brasileiro é coisa feita por moleque, “só de zueira”, quando se tem ótimos exemplos de jogos feitos por aqui.

Tomei um susto hoje… mudando de canais de manhã, passo pelo “Bom Dia Brasil” e dou de cara com meu jogo?!?

Não entendi nada, esperei passar a reprise na Globonews… uma reportagem sobre “o que fazer com as crianças durante as férias” – e uma das sugestões mostradas foi levar as crianças ao SESC Pompéia, onde o Snail Racers está sendo demonstrado!

Muito legal ver a repórter entrevistando duas crianças, perguntando “Quem está vencendo?” e a resposta dos garotos (que estão jogando o modo multiplayer local):

“Antes era ele, agora sou eu, e quando acaba, a gente começa de novo!”

E olha que o jogo nem está terminado… :)

Se der, eu depois coloco um videozinho online, aqui ou no site da ICON Games, se o tempo e o youtube permitirem :P

É, a EGM americana dançou. Realmente é um acontecimento, a revista com mais de 20 anos de estrada, já vinha mal das pernas após perder terreno para a Internet e, com a crise internacional, foi pro brejo.

Pelos relatos que se encontram na internet, a versão nacional da mesma, a EGM Brasil, por enquanto não corre o mesmo risco – mas deve ser um tanto quanto complicado manter a versão brazuca, quando a “matriz” foi pro brejo…

A grande verdade é que todas as publicações impressas, ao menos nos EUA, estão passando por dificuldades, pois as pessoas vão atrás da informação online, gratuitamente, ao invés de pagar pela mesma, impressa, geralmente desatualizada, contendo apenas a visão dos jornalistas (que diferença faz os comentários dos usuários em um site!).

Aqui na terra brasilis ainda não passamos por isso, nem iremos passar por um bom tempo: ainda temos muitas regiões sem acesso as edições impressas, muito menos com acesso a internet, menor ainda com acesso a banda larga. Mas um dia tudo isso chega, e aí, passaremos pela mesma situação… tomara que até lá os “gringos” já tenham descoberto alguma solução para o problema, para nós (mais uma vez) copiarmos :P

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